FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO ESTADO DO TOCANTINS
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Em 2019, Estado comercializou para o exterior 53.666 toneladas, que gerou US$ 190,7 milhões

21/01/2020 14h28

O Tocantins foi responsável pela exportação de 83% do total de carne bovina (in natura e processadas) vendida ao exterior pelos Estados que formam a fronteira agrícola do Matopiba em 2019. Foram, ao todo, 53.666 toneladas do produto, 42% a mais que em 2018 (37.661 toneladas). A quantidade obtida em 2019 resultou em negócios na ordem de US$ 190,7 milhões, 45% a mais que no ano anterior, que foi de US$ 131,5 milhões.
A performance melhorou a participação do Tocantins na exportação brasileira, que subiu de 2,3% em 2018 para 2,9% em 2019 em toneladas. Na receita subiu de 2% para 2,5%.

O Maranhão, com 6.631 toneladas em 2019, está em segundo do ranking do Matopiba. Em 2018, foram 6.076 toneladas. As vendas maranhenses movimentaram R$ 22,2 milhões em 2019 e US$ 23,1 milhões em 2018. Já a Bahia vendeu ao exterior 3.844 toneladas de carne por US$ 12,2 milhões. Em 2018, foram 4.535 toneladas, com receita de US$ 15,7 milhões. O Piauí não registrou exportações de carne bovina.

Os números foram fornecidos ao Norte Agropecuário pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). De acordo com a associação, a disparidade do Tocantins em relação aos demais membros da fronteira agrícola do Matopiba tem uma explicação: há no Tocantins mais frigoríficos exportadores.

Com a China importando 120 mil toneladas a mais do que em 2018 e pagando os melhores preços do mercado internacional para o produto brasileiro – na média US$ 4.511 por tonelada no ano passado contra US$ 4.075 por tonelada em 2018, as exportações de carne bovina consolidadas (in natura + processadas) bateram todos os seus recordes históricos e prometem repetir o feito em 2020, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que espera um crescimento de pelo menos 10% neste ano (em 2019 o crescimento foi de 13 % no volume e de 16% na receita).

Segundo a Abrafrigo, que compilou as informações da Secex do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações alcançaram 1 milhão 856 toneladas em volume e de US$ 7, 575 bilhões na receita, batendo o recorde de 2014 quando a receita atingiu a US$ 7,2 bilhões e a movimentação 1 milhão 560 mil toneladas e que era considerado o melhor ano da história da movimentação de carne bovina brasileira.

Com a crise provocada pela peste suína africana, a China comprou, através da cidade estado de Hong Kong e do continente, o total de 837.580 toneladas no ano passado, contra 717.492 toneladas em 2018, o que significou 44,1% das exportações do país. Na receita a participação saltou de 44,7% em 2018 para perto de 50% em 2019, saindo de US$ 2,924 bilhões para US$ 3,77 bilhões. Depois da China, o Egito foi quem mais importou a carne bovina brasileira, com 164.175 toneladas (-9,3%). Na terceira posição ficou o Chile, com 108.606 toneladas (-5,5%); na quarta os Emirados Árabes com 71.695 toneladas (+94,4%) e na quinta a Rússia, com 69.127 toneladas (+821%). O Irã ocupou a sexta posição, com 63.256 toneladas movimentadas (-24,7%).

OS LÍDERES
Por estado, São Paulo foi quem mais movimentou o produto para o exterior, com 21,9% do total, seguido do Mato Grosso, com 19,7% e de Goiás, com 13,7%. Mato Grosso do Sul veio em seguida com 11% e Rondônia ficou em quinto com 10%. Para 2020, a Abrafrigo acredita que as condições favoráveis ao Brasil no mercado internacional devem permanecer, com a China mantendo um patamar elevado de importações, e agora com um novo componente que são as queimadas que atingem Austrália, um dos maiores players do setor no mundo, e ainda com as atraentes cotações do dólar no Brasil para os exportadores. (Com informações da Abrafrigo e Norte Agropecuário)

 



   
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